quinta-feira, abril 16, 2026

 

Diversionary war

O The Guardian, conhecido jornal britânico, classificou a guerra no Médio Oriente, o conflito dos parceiros Israel/Estados Unidos da América contra o Irão, como a Guerra da Diversão (Diversionary War), ou se quisermos, a guerra que desvia as atenções da verdadeira essência das coisas.

Ao primeiro-ministro israelita Benjanim Netanyahu, a contas com uma impopularidade confrangedora no seu país e com a sua reeleição em dúvida, deu muito jeito arranjar um bode expiatório, onde pudesse destilar o ódio de uma região, no sentido de congregar vontades que de outra forma estariam perdidas. Para um líder em crise nada melhor do que uma boa guerra.

Donald Trump, que aceitou invadir o Irão sem a devida aprovação do Senado americano, nem a necessária intervenção diplomática que um caso destes sempre impõe, agiu de forma tão célere e tão inusitada para desviar as atenções impostas pelos ficheiros Epstein, que tão comprometedores se tornariam se tivessem tido a atenção que os seus conteúdos impunham.

Trata-se pois de uma guerra de diversão que nos conduz para o abismo à escala mundial.

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