sexta-feira, abril 17, 2026

                                                      Rutte fora da NATO



Donald Trump ameaça sair da NATO, como se isso fosse uma prerrogativa que dependesse de si. Para que tal pudesse acontecer teria de merecer a aprovação de dois terços do Senado, o que à data parece pouco provável. A própria opinião pública americana defende a continuidade na aliança transatlântica, já que consideram ser os europeus a financiar a sua própria defesa.
Tudo isto acontece perante a passividade do atual secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o antigo primeiro-ministro dos Países Baixos, que em tempos, contestou o apoio da UE a Portugal, Espanha e Itália porque, sustentava à época, que “os países do sul da Europa gastavam o dinheiro em bebidas e mulheres” (2017).
Ora, como está bom de ver, quem deveria sair (ou até nem mesmo não ter entrado) da NATO, era Mark Rutte.

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