A vitória de Péter Magyar, Tisza, ou se quisermos a derrota de Victor Órban, Fidesz, na Hungria, pode vir a ser encarada como uma lufada de ar fresco na política europeia, ou até mesmo mundial.
O político, que recebeu o apoio implícito e explícito de Donald Trump e que contou com a presença do seu vice-presidente, J.D. Vance em comício super folclórico em Budapeste, sofreu uma pesada derrota, o que pode ser um bom augúrio para quem aposte no declínio de Trump e seus discípulos.
Recorde-se que já havia acontecido com Jair Bolsonaro, no Brasil, com Giorgia Meloni, primeira-ministra italiana, que saiu derrotada na consulta em referendo sobre a justiça e agora com Órban, o ditador que esteve 16 anos à frente dos destinos húngaros, que impôs medidas impopulares como foram as modificações à Constituição, a alteração relação votos/cidadão na tentativa de criar condições para se perpetuar no poder, tentou controlar a administração central e é acusado de graves casos de corrupção, e perseguiu a imprensa independente que considerava hostil.
Órban ja em 2018 havia contado com a preciosa colaboração de Steve Bannon, o ideólogo de Trump, que o catalogou de “Trump antes de Trump” .
A Europa neste momento respira de alívio. Vamos ver o próximo passo.










