quarta-feira, abril 22, 2026

 

Ventura Anti-Lula 

 

Independentemente das razões que André Ventura possa ter para participar na manifestação anti Lula da Silva, o líder do Chega não se pode esquecer que agora é conselheiro de Estado e que há relações diplomáticas que têm de ser cumpridas. Brasil pode decidir cortar relações com Portugal com claro prejuízo para a enorme população portuguesa que lá trabalha.

terça-feira, abril 21, 2026

 

A Europa desunida será vencida
 
 

 
A União Europeia é neste , neste momento uma “coisa” sem força, sem liderança, que não consegue sentar-se à mesa das negociações de nenhum conflito, que não tem peso absolutamente nenhum, para impor a defesa dos seus estados-membros, ou até mesmo dos países amigos.
A geopolítica tem passado literalmente ao lado das vontades da UE.
Os 27 não se entendem, são incapazes de dar uma resposta que favoreça a Europa. Em tempos, tínhamos a omnipresença de Angela Merkel, que aparecia sempre pelas boas e más razões.
Hoje, a maioria de nós é incapaz de avançar com o nome do chanceler alemão.
Assim a Europa desunida será sempre vencida.

segunda-feira, abril 20, 2026

 

Ex-diretor da CIA pede destituição de Trump

 

 


A imprensa estrangeira dá conta que John Brennan, antigo diretor da CIA, veio a público defender a destituição de Donal Trump, alegando que o líder norte-americano está “claramente desequilibrado” e que “demonstra incompetência flagrante”.

Brennan sustenta que o “impeachment” foi pensado para situações como as de Trump, referindo-se à possibilidade de afastar o presidente que considerou incapaz de exercer funções.

O ex-conselheiro de segurança criticou ainda o que considera “narcisismo” por parte do atual presidente, alertando para os riscos de o manter no cargo, sobretudo tendo em conta o seu papel como comandante-chefe que tem em mãos o controlo do arsenal nuclear.

Não sendo uma situação fácil, o povo americano pode diligenciar este procedimento.

sexta-feira, abril 17, 2026

                                                      Rutte fora da NATO



Donald Trump ameaça sair da NATO, como se isso fosse uma prerrogativa que dependesse de si. Para que tal pudesse acontecer teria de merecer a aprovação de dois terços do Senado, o que à data parece pouco provável. A própria opinião pública americana defende a continuidade na aliança transatlântica, já que consideram ser os europeus a financiar a sua própria defesa.
Tudo isto acontece perante a passividade do atual secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o antigo primeiro-ministro dos Países Baixos, que em tempos, contestou o apoio da UE a Portugal, Espanha e Itália porque, sustentava à época, que “os países do sul da Europa gastavam o dinheiro em bebidas e mulheres” (2017).
Ora, como está bom de ver, quem deveria sair (ou até nem mesmo não ter entrado) da NATO, era Mark Rutte.

quinta-feira, abril 16, 2026

 

                    Diversionary war



O The Guardian, conhecido jornal britânico, classificou a guerra no Médio Oriente, o conflito dos parceiros Israel/Estados Unidos da América contra o Irão, como a Guerra da Diversão (Diversionary War), ou se quisermos, a guerra que desvia as atenções da verdadeira essência das coisas.

Ao primeiro-ministro israelita Benjanim Netanyahu, a contas com uma impopularidade confrangedora no seu país e com a sua reeleição em dúvida, deu muito jeito arranjar um bode expiatório, onde pudesse destilar o ódio de uma região, no sentido de congregar vontades que de outra forma estariam perdidas. Para um líder em crise nada melhor do que uma boa guerra.

Donald Trump, que aceitou invadir o Irão sem a devida aprovação do Senado americano, nem a necessária intervenção diplomática que um caso destes sempre impõe, agiu de forma tão célere e tão inusitada para desviar as atenções impostas pelos ficheiros Epstein, que tão comprometedores se tornariam se tivessem tido a atenção que os seus conteúdos impunham.

Trata-se pois de uma guerra de diversão que nos conduz para o abismo à escala mundial.