segunda-feira, abril 20, 2026

 

Ex-diretor da CIA pede destituição de Trump

 

 


A imprensa estrangeira dá conta que John Brennan, antigo diretor da CIA, veio a público defender a destituição de Donal Trump, alegando que o líder norte-americano está “claramente desequilibrado” e que “demonstra incompetência flagrante”.

Brennan sustenta que o “impeachment” foi pensado para situações como as de Trump, referindo-se à possibilidade de afastar o presidente que considerou incapaz de exercer funções.

O ex-conselheiro de segurança criticou ainda o que considera “narcisismo” por parte do atual presidente, alertando para os riscos de o manter no cargo, sobretudo tendo em conta o seu papel como comandante-chefe que tem em mãos o controlo do arsenal nuclear.

Não sendo uma situação fácil, o povo americano pode diligenciar este procedimento.

sexta-feira, abril 17, 2026

                                                      Rutte fora da NATO



Donald Trump ameaça sair da NATO, como se isso fosse uma prerrogativa que dependesse de si. Para que tal pudesse acontecer teria de merecer a aprovação de dois terços do Senado, o que à data parece pouco provável. A própria opinião pública americana defende a continuidade na aliança transatlântica, já que consideram ser os europeus a financiar a sua própria defesa.
Tudo isto acontece perante a passividade do atual secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o antigo primeiro-ministro dos Países Baixos, que em tempos, contestou o apoio da UE a Portugal, Espanha e Itália porque, sustentava à época, que “os países do sul da Europa gastavam o dinheiro em bebidas e mulheres” (2017).
Ora, como está bom de ver, quem deveria sair (ou até nem mesmo não ter entrado) da NATO, era Mark Rutte.

quinta-feira, abril 16, 2026

 

                    Diversionary war



O The Guardian, conhecido jornal britânico, classificou a guerra no Médio Oriente, o conflito dos parceiros Israel/Estados Unidos da América contra o Irão, como a Guerra da Diversão (Diversionary War), ou se quisermos, a guerra que desvia as atenções da verdadeira essência das coisas.

Ao primeiro-ministro israelita Benjanim Netanyahu, a contas com uma impopularidade confrangedora no seu país e com a sua reeleição em dúvida, deu muito jeito arranjar um bode expiatório, onde pudesse destilar o ódio de uma região, no sentido de congregar vontades que de outra forma estariam perdidas. Para um líder em crise nada melhor do que uma boa guerra.

Donald Trump, que aceitou invadir o Irão sem a devida aprovação do Senado americano, nem a necessária intervenção diplomática que um caso destes sempre impõe, agiu de forma tão célere e tão inusitada para desviar as atenções impostas pelos ficheiros Epstein, que tão comprometedores se tornariam se tivessem tido a atenção que os seus conteúdos impunham.

Trata-se pois de uma guerra de diversão que nos conduz para o abismo à escala mundial.

quarta-feira, abril 15, 2026

 Bloqueio imposto no Estreito de Ormuz

 

 


terça-feira, abril 14, 2026

 



Parabéns a José Pacheco Pereira pela coragem em debater com um energúmeno que não consegue emitir uma opinião sobre um qualquer assunto e em que a única coisa que faz é berrar para impedir que o reconhecido historiador com obras publicadas sobre a matéria elabore um raciocínio do princípio ao fim. 

Ficámos todos a perder como sempre acontece que André Ventura se atravessa no caminho. 

segunda-feira, abril 13, 2026

 

A vitória de Péter Magyar, Tisza, ou se quisermos a derrota de Victor Órban, Fidesz, na Hungria, pode vir a ser encarada como uma lufada de ar fresco na política europeia, ou até mesmo mundial.

O político, que recebeu o apoio implícito e explícito de Donald Trump e que contou com a presença do seu vice-presidente, J.D. Vance em comício super folclórico  em Budapeste, sofreu uma pesada derrota, o que pode ser um bom augúrio para quem aposte no declínio de Trump e seus discípulos.

Recorde-se que já havia acontecido com Jair Bolsonaro, no Brasil, com Giorgia Meloni, primeira-ministra italiana, que saiu derrotada na consulta em referendo sobre a justiça e agora com Órban, o ditador que esteve 16 anos à frente dos destinos húngaros, que impôs medidas impopulares como foram as modificações à Constituição, a alteração relação votos/cidadão na tentativa de criar condições para se perpetuar no poder, tentou controlar a administração central e é acusado de graves casos de corrupção, e perseguiu a imprensa independente que considerava hostil.

Órban ja em 2018 havia contado com a preciosa colaboração de Steve Bannon, o ideólogo de Trump, que o catalogou de “Trump antes de Trump” .

A Europa neste momento respira de alívio. Vamos ver o próximo passo.